31.8.09

nesta vertigem de te ocultares
atrás de palavras e risos
que não oiço
os pedaços de nós que passam pelos meus olhos
queimam-se no meu coração
fervem-me o sangue
empurra-me o vento contra a minha vontade
não sei por que ruas ando
mas sinto-me a puxar-te pela mão
a mostrar-te ao mundo

que eu te possua por tua entrega espontânea
que tudo expluda pela nossa felicidade
que todas as árvores de todas as florestas ardam no nosso toque
que não haja mais uma lágrima no mundo que eu não tenha chorado pela alegria
pura e incontornável
de te ter encontrado

nesta redenção final
o frio chega e com ele o teu corpo
e há mais um beijo

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