22.7.09

Os cigarros que fumei
nas nossas varandas
os pardais no jardim lá fora
um melro que canta do cimo de uma chaminé
o tilintar - que mistério! - da água
lançada por um aspersor e que
ciclicamente encontra um candeeiro.

Os engarrafamentos à beira-rio e os
parques de estacionamento com livros
e revistas e conversas fúteis
como fúteis são as todas as palavras
que não precedem um beijo.

A mesa posta ao Domingo
e as pizzas pedidas ao telefone.

A música que te mostrei
o teu retrato que pintei e que não
se parece contigo (nem à minha vista)

A chave na porta, os passos na escada
o carro a estacionar na rampa.

O teu despertador que me acorda
e o meu que te faz levantar

e partir antes de mim.

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